28/12/2017 às 18:27:00

Jarvis Pavão chega ao Brasil e será transferido para presídio da região norte

Redação

O narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão deixou o Paraguai na manhã desta quinta, 28 de dezembro, e foi levado diretamente à Brasília. Na capital federal, o condenado será apresentado a um juiz federal e, em seguida, transferido a uma prisão de alta segurança no Rio Grande do Norte. As informações são do ABC Color.

Natural de Ponta Porã, a 346 km de Campo Grande, Jarvis foi extraditado ao Brasil para cumprir pena de mais de 17 anos de prisão, por crimes de tráfico e associação criminosa em Balneário Camboriú, litoral catarinense.

A Polícia Federal ainda não confirmou, mas se o presídio escolhido for no norte do país, Jarvis estará a mais de 3.500 quilômetros de Santa Catarina e 3.000 do Rio Grande do Sul, onde estão os principais processos de tráfico de drogas.

Conforme o site paraguaio, a escolha do presídio federal se deve às medidas de segurança, de modo Pavão seja literalmente isolado, especialmente da área de influência de qualquer das organizações criminosas que possam tentar resgatá-lo ou assassiná-lo.

Ontem, quarta-feira (27), Pavão completou a sentença de oito anos de prisão que cumpriu no Paraguai, também por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, associação criminosa e violação da lei de armas.

No último dia 21 de dezembro, a juíza Lici Teresita Sánchez foi comunicada sobre a delegação que acompanharia o traficante ao Brasil para cumprir sentença de 17 anos e 8 meses por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa.

Porém, no dia 22 de dezembro, um documento judicial previa a suspensão da extradição até que houvesse uma decisão final definitiva da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos). Cresencio Ocampos, magistrado de primeira instância, afirmou no despacho que a extradição deve ser suspensa já que ainda há recursos em andamento na justiça paraguaia, e pelo fato de Pavão ser casado com uma paraguaia e ter filhos nascidos no país, o que dá a ele cidadania paraguaia.

Logo depois, a Corte Suprema de Justiça do Paraguai anulou o habeas corpus que impedia a extradição do narcotraficante Jarvis. Oministro da justiça paraguaia, Éver Martínez, chegou a dizer que o juiz Crescencio Ocampos recebeu dinheiro para deferir a decisão em favor de Pavão.

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