31/01/2018 às 08:46:00

Justiça bloqueia bens e conta bancária de ex-presidente da Câmara de cidade de MS

Redação

A Justiça de Água Clara, a 192 quilômetros de Campo Grande, bloqueou bens e conta bancária do ex-presidente da Câmara Municipal Valdeir Pedro Carvalho (PSDB). A decisão atende a um pedido do Ministério Público Estadual (MPE-MS) que inclui quatro empresas e um contador, totalizando R$ 119.042,64.

 

Por telefone, Valdeir conversou com a reportagem da TV Morena e negou as acusações. O ex-vereador disse que vai recorrer da decisão judicial, ressaltando que todas as medidas tomadas, durante a sua gestão, tiveram aval jurídico da Câmara.

 

Conforme a decisão judicial, foram bloqueados R$ 85.442,64 do ex-presidente e do contador, R$ 19.200 de uma empresa e R$ R$ 14.400 referente a outra empresa.

 

O ex-vereador é investigado por suspeita de irregularidades durante o período que esteve a frente da presidência do legislativo, em 2012. O promotor Paulo Henrique Mendonça de Freitas aponta falcatrua na locação de um veículo sem processo licitatório e contratos devidos, além da doação de um carro de propriedade da Câmara à prefeitura.

 

As contratações fraudaram as regras legais e houve direcionamento de valores a agentes públicos de forma indevida. Valdeir levou multa de R$ 85 mil.

 

Outro bloqueio

 

Recentemente, em outro pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a Justiça bloqueou R$ 800 mil em bens do prefeito de Água Clara, Edvaldo Alves de Queiroz (PDT), e mais 8 pessoas - entre elas sócios de três empresas e funcionários públicos. A suspeita é que houve fraude na licitação para a contratação de assessoria jurídica para o município, em 2012.

 

G1 tentou contato com a prefeitura, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

 

O valor bloqueado será destinado à prefeitura em forma de multa pelo ato de improbidade administrativa. Além do prefeito, um ex-secretário municipal de Administração e Finanças, um presidente da Comissão Permanente de Licitação do Município, assim como os empresários, estão sendo investigados.

 

Segundo o MP, o próprio representante de uma das empresas confessou ter recebido R$ 55 mil pelos serviços de assessoria e consultoria realizados à prefeitura.

ivinoticias

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