10/08/2017 às 20:00:00

Trump diz que ameaça de fogo e fúria à Coreia do Norte pode não ter sido suficiente

Presidente elevou tom de ameaças e afirmou que país asiático pode estar em apuros 'como poucos países já estiveram antes'. 'Vamos ver o que ele faz com Guam', provocou, ao falar sobre plano de ataque anunciado por norte-coreanos na quarta.

Redação
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta (10) que sua ameaça de responder com “fogo e fúria” às provocações da Coreia do Norte talvez não tenha sido “forte o suficiente”, ainda que tenham provocado uma escalada no tom bélico entre os dois países.
Antes de uma reunião com seu vice-presidente, Mike Pence, seu chefe de gabinete e o conselheiro de Segurança Nacional, os generais John Kelly e H. R. McMaster, Trump elevou o tom ao comentar as ameaças do país asiático, que diz planejar atacar a ilha de Guam, território norte-americano no Oceano Pacífico.
“É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes”, disse o presidente a jornalistas. "Vamos ver o que ele faz com Guam", provocou.
Ao ser questionado sobre o que poderia ser mais duro do que fogo e fúria, Trump respondeu apenas "veremos", segundo a CNBC.
"O povo deste país deve ficar muito confortável, e vou lhes dizer isto: se a Coreia do Norte fizer qualquer coisa em termos de sequer pensar sobre um ataque a qualquer um que amamos ou representamos ou nossos aliados ou nós, eles podem ficar muito, muito nervosos. Vou lhes dizer porque, e eles deveriam ficar muito nervosos. Porque coisas acontecerão a eles como eles nunca pensaram serem possíveis", disse, sem detalhar que tipo de ação pretende adotar.
Apesar disso, o presidente americano não descartou uma saída diplomática para a crise. No entanto, lembrou que em 25 anos ninguém teve sucesso ao tentar dialogar com o regime comunista de Pyongyang.
Trump também agradeceu a Rússia e China, tradicionais aliados da Coreia do Norte, por votar no fim de semana a favor de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU por causa dos dois testes com mísseis balísticos realizados por Pyongyang em julho, mas ressaltou que a China poderia "fazer muito mais" para ajudar.

g1.com

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