Ministro da Defesa chinês afirmou que cenário global atravessa momento delicado e pediu solução pacífica para tensões internacionais
A China utilizou a abertura de um importante fórum internacional de segurança nesta quarta-feira (16) para defender contenção diante do aumento das tensões geopolíticas em diferentes partes do mundo.
Durante o Fórum Xiangshan, realizado em Pequim, o ministro da Defesa chinês, Dong Jun, afirmou que países devem evitar ações consideradas provocativas e procurar formas mais equilibradas de resolver disputas internacionais.
Fórum reúne representantes de dezenas de países
Mais de 2 mil participantes de aproximadamente 100 países participam do encontro, incluindo militares, diplomatas, especialistas e representantes governamentais.
O evento ocorre em um momento de elevada tensão no cenário internacional.
Entre os principais pontos de preocupação estão as disputas no Mar do Sul da China, a situação de Taiwan, as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia e dúvidas sobre o futuro das alianças militares na região do Indo-Pacífico.
Pequim critica hegemonia e militarismo
Em seu discurso, Dong Jun afirmou que os países precisam permanecer atentos ao retorno de tendências associadas ao militarismo, hegemonia e revisionismo histórico.
Embora não tenha citado diretamente todos os governos aos quais se referia, as declarações acontecem em meio a relações delicadas da China com Japão, Estados Unidos e países envolvidos em disputas territoriais na Ásia.
Pequim também continua defendendo uma solução diplomática para diversos conflitos internacionais, ao mesmo tempo em que enfrenta críticas de governos ocidentais sobre suas próprias posições em questões regionais.
Encontro antecede agenda internacional importante
O fórum acontece poucos dias antes de um encontro previsto entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As duas maiores economias do planeta mantêm divergências envolvendo comércio, tecnologia, tarifas, Taiwan e presença militar norte-americana na Ásia.
Apesar das disputas, China e Estados Unidos também possuem fortes relações comerciais, fazendo com que qualquer aumento significativo das tensões produza efeitos sobre mercados e cadeias produtivas em todo o mundo.
