Corrupção ganha espaço entre as principais preocupações do eleitor, aponta Quaest

Corrupção ganha espaço entre as principais preocupações do eleitor, aponta Quaest

Levantamento mostra mudança nas prioridades dos brasileiros às vésperas da eleição presidencial e revela quais características mais pesam na escolha de um candidato

A corrupção voltou a ganhar peso entre as preocupações dos eleitores brasileiros, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta segunda-feira (14). A pesquisa mostra que o tema passou a ocupar uma posição de maior destaque na avaliação dos brasileiros sobre a eleição presidencial de 2026.

O levantamento também revela que a relação de um candidato com casos de corrupção pode ter forte impacto tanto na escolha quanto na rejeição de um nome.

Corrupção pesa na escolha do candidato

De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados apontam não estar envolvido com corrupção como a principal característica que procuram em um candidato à Presidência.

O compromisso com a democracia aparece logo depois, citado por 28% dos eleitores. Na sequência estão ser firme no combate à violência e ao crime, com 15%, e ter experiência política, com 9%.

Os dados mostram que, para uma parcela significativa do eleitorado, a reputação e a integridade do candidato são fatores importantes na decisão de voto.

Envolvimento em corrupção também lidera rejeição

Quando a pergunta muda para o principal motivo que faria o eleitor não votar de jeito nenhum em determinado candidato, a corrupção ganha ainda mais força.

40% dos entrevistados afirmam que o envolvimento com casos de corrupção seria suficiente para afastá-los de um candidato. O percentual é quase o dobro dos 21% que apontam a falta de compromisso com a democracia como principal motivo de rejeição.

Outros fatores aparecem com percentuais menores, indicando que corrupção e democracia concentram boa parte dos critérios utilizados pelos eleitores.

Preferências mudam entre grupos políticos

A pesquisa também mostra diferenças de acordo com a preferência eleitoral.

Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o compromisso com a democracia aparece como principal característica, citado por 29%.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 41% consideram que o principal atributo de um candidato é não possuir envolvimento com casos de corrupção.

No grupo de eleitores que se declara independente, a ausência de envolvimento com corrupção aparece com 33%, enquanto o compromisso com a democracia registra 26%.

Cenário eleitoral segue competitivo

Os dados sobre preocupação com corrupção são divulgados em meio a uma disputa presidencial ainda aberta.

Na rodada da Quaest realizada no início de setembro, Lula aparecia com 37% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Augusto Cury tinha 10%, enquanto outros candidatos registravam percentuais menores.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, levantamentos recentes do instituto apontaram empate numérico de 41% para cada candidato.

Pesquisa mostra prioridades do eleitor

O levantamento indica que temas relacionados à integridade dos candidatos e à defesa das instituições democráticas ocupam espaço relevante na decisão do eleitorado.

Com a aproximação do primeiro turno, previsto para outubro, essas percepções podem influenciar as estratégias das campanhas e a forma como os candidatos apresentarão suas propostas.

A pesquisa foi realizada pela Quaest com 2.004 eleitores, entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026