Expedição brasileira mergulha até 4,5 mil metros para investigar abismos do Atlântico

Expedição brasileira mergulha até 4,5 mil metros para investigar abismos do Atlântico

Missão científica parte de Fortaleza para explorar formação submarina de mil quilômetros entre Brasil e África

Uma expedição científica iniciou uma missão para explorar uma das regiões mais profundas e menos conhecidas do Oceano Atlântico, utilizando equipamentos capazes de chegar a milhares de metros abaixo da superfície.

Batizada de The Gap, a operação partiu de Fortaleza, no Ceará, com destino à Zona de Fratura Romanche, formação submarina localizada aproximadamente entre o Nordeste brasileiro e a costa oeste do continente africano.

A estrutura possui aproximadamente mil quilômetros de extensão e é formada por uma sequência de montanhas, vales e paredes submarinas.

Os pesquisadores utilizarão um veículo operado remotamente e um submarino autônomo a partir do navio científico Falkor (too). Os equipamentos permitirão mapear o fundo oceânico e coletar amostras sem que pesquisadores precisem descer fisicamente às áreas de maior profundidade.

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Algumas regiões investigadas ficam a aproximadamente 4.500 metros abaixo da superfície do mar, onde a pressão é extremamente elevada e a luz solar não consegue chegar.

A equipe pretende coletar rochas e organismos encontrados nas paredes da formação submarina. Essas amostras poderão ajudar cientistas a entender melhor tanto a geologia da região quanto as espécies adaptadas às condições extremas das grandes profundidades.

O estudo também pode contribuir para o conhecimento sobre biodiversidade marinha, evolução e funcionamento dos ecossistemas do fundo oceânico — áreas que permanecem entre as menos exploradas do planeta.