Plano de governo prevê corte de ministérios, reforma administrativa e medidas mais rígidas contra organizações criminosas
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um programa de governo que prevê mudanças na estrutura administrativa federal, retomada de processos de desestatização e alterações na política de segurança pública. As propostas foram detalhadas nesta sexta-feira (18) dentro da cobertura dos programas apresentados pelos candidatos para as eleições de outubro.
Na administração pública, o programa propõe uma reforma administrativa e o corte de dez ministérios, além da redução de cargos comissionados e outras despesas. A campanha também defende revisar a divisão de responsabilidades e recursos entre União, estados e municípios.
A segurança pública ocupa espaço central no documento. Entre as propostas está classificar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas, além de intensificar o patrulhamento das fronteiras com participação das Forças Armadas. O programa também defende mudanças na legislação penal, incluindo a redução da idade penal em determinados crimes graves.
Na economia, Flávio Bolsonaro propõe reduções de impostos sobre energia elétrica e combustíveis, revisão de aspectos da reforma tributária e cortes de despesas públicas. O documento também menciona investimentos em corredores logísticos, armazenamento da produção agrícola e produção nacional de fertilizantes.
Na saúde, o programa aposta na digitalização. Uma das propostas é desenvolver prontuários médicos digitais e permitir integração de informações entre o sistema público e estabelecimentos privados, além de ampliar atendimentos por telefone e aplicativos em localidades com falta de médicos ou filas para especialistas.
Para a educação, o plano cita expansão das escolas cívico-militares, ampliação de cursos técnicos, ensino de robótica e competências ligadas à economia digital. Também apresenta proposta de vouchers para auxiliar famílias no pagamento de creches privadas.
As medidas fazem parte do programa eleitoral apresentado pela candidatura e, assim como ocorre com propostas de outros candidatos, algumas dependeriam de mudanças legais, disponibilidade orçamentária ou aprovação do Congresso para serem implementadas.
