Universidade da Califórnia em Berkeley nega irregularidades e afirma que respeita as regras estabelecidas pela Suprema Corte
Os departamentos de Justiça e de Educação dos Estados Unidos acusaram a Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Berkeley de favorecer candidatos negros durante seu processo de admissão.
Segundo o governo norte-americano, dados de 2025 indicariam diferenças nas probabilidades de ingresso entre candidatos negros, brancos e asiáticos. As autoridades solicitaram esclarecimentos e buscam um acordo voluntário com a instituição.
A direção da Berkeley Law negou que a raça dos candidatos seja utilizada como critério nas decisões. O reitor Erwin Chemerinsky afirmou que a universidade deverá apresentar documentos para demonstrar o cumprimento das normas legais.
O caso ocorre após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, em 2023, restringiu o uso de critérios raciais nas admissões das universidades.
O debate coloca em confronto o combate à discriminação e as políticas destinadas a ampliar a diversidade no ensino superior. Instituições argumentam que precisam promover igualdade de oportunidades sem violar as decisões judiciais.
A investigação também faz parte de uma ofensiva mais ampla do governo dos Estados Unidos contra programas de diversidade, equidade e inclusão nas universidades.
Especialistas afirmam que o resultado poderá influenciar processos de admissão em instituições de todo o país. A discussão deverá continuar nos tribunais e no ambiente político, com efeitos sobre milhares de futuros universitários.
