Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema estão entre os nomes que tiveram os registros aprovados pela Justiça Eleitoral; outros sete pedidos ainda serão analisados.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou os registros de seis chapas que pretendem disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão representa uma etapa importante do calendário eleitoral e confirma oficialmente parte dos nomes que estarão na disputa pelo Palácio do Planalto.
Foram aprovadas as chapas de Edmilson Costa e Cleusa Santos, pelo PCB; Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, pelo PL; Hertz Dias e Vanessa Portugal, pelo PSTU; Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, pela coligação liderada pelo PT; Romeu Zema e Eduardo Girão, pelo Novo; e Samara Martins e Raquel Brício, pela UP.
Segundo o TSE, os sete ministros entenderam, por unanimidade, que essas candidaturas apresentaram a documentação necessária e preencheram os requisitos para participar das eleições. A análise ocorreu em sessão virtual da Corte.
Ao todo, o Tribunal recebeu 13 pedidos de registro de candidaturas à Presidência. Isso significa que ainda restam sete chapas aguardando decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Entre os nomes ainda pendentes estão Augusto Cury, Clariana Barão, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi, além de seus respectivos candidatos a vice-presidente.
Situação de Pablo Marçal chama atenção
Um dos casos que mais despertam interesse político é o de Pablo Marçal. O TSE já determinou que ele permaneça temporariamente impedido de realizar campanha eleitoral, participar de debates e aparecer no horário eleitoral gratuito enquanto seu registro não for julgado definitivamente.
A decisão provisória ocorreu após manifestação do Ministério Público Eleitoral, que apontou uma condenação anterior na Justiça Eleitoral de São Paulo e sustenta que Marçal estaria inelegível até 2032.
A decisão final sobre o registro terá impacto direto na composição da disputa presidencial e na estratégia das demais campanhas.

Campanha entra em ritmo acelerado
Com parte das candidaturas oficialmente confirmada, a eleição entra em uma etapa ainda mais intensa. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começou em 28 de agosto e segue até 1º de outubro.
Segundo o TSE, Lula possui 5 minutos e 31 segundos diários no programa eleitoral, enquanto Flávio Bolsonaro dispõe de 4 minutos e 20 segundos. O tempo destinado a cada candidatura é definido de acordo com critérios previstos na legislação eleitoral e a representação parlamentar das legendas envolvidas.
Durante setembro, a tendência é de aumento no número de viagens, atos públicos, entrevistas, debates e inserções nas redes sociais.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro de 2026. Além do presidente da República, os eleitores escolherão governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Caso nenhum candidato à Presidência alcance mais de 50% dos votos válidos, haverá segundo turno no dia 25 de outubro.
